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A responsabilidade do corretor de seguros (1ª parte)

Responsabilidade do Corretor de Seguros

Responsabilidade do Corretor de Seguros: Proteção, Transparência e Acompanhamento em 2026

Antes de assinar um contrato de seguro, empresas e particulares procuram cada vez mais um relacionamento de confiança com um intermediário independente, capaz de encontrar a melhor cobertura ao preço mais vantajoso e de os acompanhar ao longo de toda a vigência do contrato. Entender claramente qual é a responsabilidade do corretor de seguros é essencial para tomar decisões seguras e bem informadas.

Nesta página, descubra o que a lei belga exige do corretor, quais são as suas obrigações de informação e aconselhamento, e em que condições a sua responsabilidade pode ser imputada em caso de litígio.
Responsabilidade do corretor de seguros
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Um intermediário ao seu lado

O corretor de seguros atua como ponte entre o tomador de seguro e as companhias seguradoras ou resseguradoras, sem estar vinculado a nenhuma delas.

A sua independência permite-lhe comparar, aconselhar e defender os interesses do cliente em todas as etapas: escolha do produto, subscrição, gestão e renovação do contrato.

Definição e enquadramento da responsabilidade do corretor de seguros

O corretor de seguros é o intermediário em seguros ou resseguros que coloca em contato os tomadores de seguro com as empresas de seguros ou de resseguros, sem relação de exclusividade. O seu papel é identificar, no mercado, as soluções mais adequadas ao perfil e às necessidades do cliente, de forma imparcial. Para poder exercer na Bélgica, o corretor deve estar inscrito no registo oficial de intermediários de seguros e comprovar os conhecimentos profissionais exigidos pela regulamentação em vigor em 2026. Além disso, deve apresentar honorabilidade profissional irrepreensível, aderir a um sistema extrajudicial de tratamento de reclamações e subscrever um seguro de responsabilidade profissional que cubra os danos eventualmente causados aos seus clientes. Este enquadramento legal e deontológico tem como objetivo reforçar a proteção do consumidor, garantindo que o corretor age com diligência, transparência e no estrito interesse do segurado, tanto na fase de aconselhamento como durante toda a vida do contrato.
Importante: o corretor não é um vendedor de uma única companhia, mas um profissional independente, inscrito e controlado, obrigado a colocar o interesse do cliente em primeiro lugar.

Obrigações de informação e de aconselhamento

Dever de informação: clareza e transparência

O corretor tem um dever de informação para com o seu cliente. Para o poder informar corretamente, deve recolher, de forma ativa, todas as informações relevantes junto do tomador de seguro, nomeadamente as suas exigências, objetivos e necessidades concretas de cobertura. Cabe ao corretor formular todas as perguntas úteis com vista à subscrição da apólice (montantes a segurar, riscos específicos, duração, franquias, exclusões, etc.). Falha ao seu dever o corretor que se limita a propor a subscrição de uma apólice junto de uma companhia pouco conhecida ou inadequada, sem alertar o cliente quanto aos riscos, limitações e armadilhas dessa cobertura. Em contrapartida, o corretor não pode ser responsabilizado por não ter chamado a atenção do cliente para determinadas cláusulas quando estas são claras, inteligíveis e redigidas de forma acessível, permitindo ao tomador de seguro compreendê-las facilmente.

Dever de aconselhamento: orientar a escolha certa

Para além da simples informação, o corretor tem também um verdadeiro dever de aconselhamento. Esse dever implica analisar a situação do cliente, comparar várias apólices disponíveis no mercado e, com base nisso, recomendar de forma motivada a solução mais adequada. O aconselhamento deve incluir uma comparação dos custos, das garantias oferecidas, das exclusões e dos méritos de cada apólice considerada. Por exemplo, no âmbito de um produto de «vida», o corretor só será considerado responsável se o investimento proposto conduzir necessariamente a perdas significativas, independentemente da evolução das circunstâncias econômicas. Em todos os casos, o corretor nunca poderá ser responsabilizado por declarações voluntariamente inexatas ou incompletas do tomador de seguro no momento da subscrição. A sinceridade e exatidão das informações fornecidas pelo cliente são indispensáveis para que o aconselhamento seja adequado.

Responsabilidade do corretor em caso de litígio

De forma geral, considera-se que os deveres de informação e de aconselhamento do corretor constituem obrigações de meio e não obrigações de resultado. Isto significa que o corretor deve empregar todos os meios razoáveis e diligentes para informar e aconselhar corretamente o cliente, mas não pode garantir um resultado financeiro ou contratual específico. Em caso de litígio, cabe ao segurado que se considera mal informado e/ou mal aconselhado demonstrar a existência de uma falha do corretor. Além disso, deve provar que sofreu um dano concreto (por exemplo, ausência de cobertura, exclusão inesperada, perda financeira) e, sobretudo, que existe um nexo de causalidade entre a falha do corretor e o dano sofrido. Em termos práticos, isto implica mostrar que a escolha da apólice ou da companhia teria sido diferente caso o corretor tivesse fornecido todas as informações relevantes ou tivesse aconselhado de forma adequada. Documentos escritos, e-mails, simulações e relatórios de comparação podem ter um papel decisivo na apreciação da responsabilidade.

Como proteger melhor os seus interesses

  • Descreva com precisão as suas necessidades e objetivos de seguro.
  • Peça explicações claras sobre exclusões, franquias e limites de cobertura.
  • Solicite comparações escritas entre várias apólices propostas.
  • Guarde todos os documentos e trocas de e-mails com o seu corretor.

Uma colaboração transparente com o seu corretor, desde o primeiro contacto até à gestão de sinistros, é a melhor garantia para reduzir riscos de conflitos e litígios futuros.

Pontos fortes de um corretor de seguros responsável

Análise aprofundada das necessidades

Um corretor rigoroso começa sempre por uma análise detalhada do seu perfil, da sua atividade e dos riscos a cobrir, para propor soluções verdadeiramente adaptadas e não apenas productos standard do mercado.

Comparação independente de seguradoras

Ao não estar vinculado a uma única companhia, o corretor pode comparar ofertas concorrentes, negociar condições e alertar para diferenças importantes entre garantias, exclusões e preços.

Acompanhamento contínuo do contrato

Muito além da subscrição, um corretor responsável acompanha a evolução da sua situação, adapta as coberturas quando necessário e apoia-o em caso de sinistro ou renegociação de condições.

Quer garantir que está bem protegido e bem aconselhado em 2026?

Entender a responsabilidade do corretor de seguros é o primeiro passo para escolher o parceiro certo para proteger o seu património, a sua atividade e a sua família.

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