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Crédito hipotecário: execução imobiliária!

Risco de Saisie Immobilière

Saisie Immobilière: Proteja a Sua Habitação e o Seu Crédito

Assinar um crédito hipotecário para comprar uma casa é, em princípio, um momento feliz e um passo importante na realização de um projeto de vida. Mas em caso de dificuldades de pagamento, o banco pode iniciar uma saisie immobilière e chegar até à venda forçada do seu imóvel. Entender as etapas legais e as suas opções de defesa é essencial para reagir a tempo e evitar o pior.

Nesta página, explicamos de forma clara as fases da apreensão imobiliária, os seus direitos enquanto mutuário e as soluções possíveis para renegociar, obter facilidades de pagamento e preservar o seu património em 2026.

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Antecipe os Riscos, Não a Crise

A inadimplência não acontece da noite para o dia: doença, perda de emprego, separação… bastam alguns meses difíceis para que as prestações se tornem impossíveis de pagar.

A boa notícia? A lei prevê várias etapas antes da apreensão do imóvel, e cada uma delas pode ser uma oportunidade para encontrar uma solução amigável com o seu credor.

1. O Aviso Prévio: Primeiro Sinal de Alerta

Em caso de atraso ou de falta de pagamento de uma prestação, o banco deve, no prazo máximo de três meses após o vencimento não pago, enviar ao mutuário um aviso por correio registado. Esta carta informa claramente sobre o montante em atraso, as consequências do não pagamento e os eventuais aumentos da taxa de juro por mora previstos no contrato.

Saisie Immobilière

Se esta obrigação não for cumprida pelo banco, o aumento contratual da taxa de juros por atraso não poderá ser aplicado sobre a prestação em questão. Além disso, para esse vencimento específico, o mutuário tem direito a um prazo de pagamento de seis meses sem custos ou juros adicionais, contado a partir da data do vencimento não pago.

Se as formalidades forem respeitadas, o banco poderá aplicar os juros majorados e, em certos casos, recorrer à exigibilidade antecipada do capital. No entanto, este reembolso antecipado total do montante emprestado não pode resultar de um simples abuso de direito do credor e deve respeitar estritamente a legislação em vigor em 2026.

Em resumo
  • Aviso registado no prazo de 3 meses após a falta de pagamento.
  • Prazo de 6 meses sem custos adicionais se o aviso não for enviado corretamente.
  • Possível aumento dos juros em caso de incumprimento das prestações.
  • Sinalização na Central de Créditos em caso de atraso prolongado.

2. Tentativa de Conciliação perante o Juiz das Apreensões

Antes de qualquer apreensão-execução imobiliária, a lei impõe, sob pena de nulidade do processo, uma tentativa de conciliação perante o Juiz das Apreensões, por iniciativa do credor. Esta tentativa deve ocorrer o mais tardar dentro de 15 dias após a notificação da ordem prévia de pagamento.

Esta etapa é uma oportunidade crucial para o mutuário em dificuldade expor a sua situação (perda de rendimentos, despesas excecionais, problemas de saúde, etc.) e solicitar facilidades de pagamento: reescalonamento das prestações, extensão da duração do empréstimo ou até suspensão temporária do reembolso, dependendo do enquadramento jurídico aplicável em 2026.

Num contexto de conciliação, o objetivo é permitir que o mutuário se projete novamente no futuro, preservando tanto quanto possível a sua habitação principal, evitando uma venda forçada e limitando o impacto sobre o seu histórico de crédito.

Como preparar a conciliação?

Para aumentar as suas hipóteses de chegar a um acordo, prepare cuidadosamente o seu dossiê:

  • Liste os seus rendimentos e despesas mensais reais.
  • Reúna comprovativos (declarações de rendimentos, extratos bancários, atestados médicos, etc.).
  • Proponha um plano de pagamento realista, adaptado às suas capacidades.
  • Mostre a sua boa-fé e a sua vontade de encontrar uma solução sustentável.

3. Apreensão-Execução Imobiliária: Quando o Imóvel Está em Jogo

Se nenhuma solução amigável for encontrada, o credor pode iniciar uma apreensão-execução imobiliária. Esta deve ser precedida de uma ordem de pagamento, notificada por um oficial de justiça. A ordem é válida por um período de 6 meses e a apreensão só pode ser efetuada 15 dias após a notificação dessa ordem.

A legislação prevê igualmente um prazo de 15 dias se for alcançada uma conciliação entre as partes. No final do prazo de 6 meses, o oficial de justiça pode efetuar a apreensão, que é então transcrita no Escritório de Hipotecas. Durante o mês da transcrição, o Juiz designa um notário encarregado da adjudicação do bem apreendido, o mais tardar dentro de 6 meses a contar da sua designação.

O devedor dispõe de um prazo muito curto para reagir: a oposição à apreensão-execução imobiliária deve ser apresentada, sob pena de caducidade, no prazo de 15 dias a contar da ordem ou do primeiro ato de apreensão notificado pelo credor. Uma reação rápida e um aconselhamento jurídico adequado podem, em certos casos, suspender ou contestar o procedimento.

Reflexos em caso de dificuldades
  • Contacte o banco logo que surjam dificuldades, sem esperar pelo primeiro atraso.
  • Peça por escrito propostas de facilidades de pagamento ou extensão do empréstimo.
  • Informe-se sobre os seus direitos legais em 2026 junto de um jurista ou serviço de mediação.
  • Explore soluções para preservar a sua habitação antes de qualquer venda forçada.

Os Atouts de Uma Gestão Proativa do Seu Crédito

Antecipação

Ao monitorizar de perto o seu orçamento e as suas prestações, pode reagir ao primeiro sinal de dificuldade e evitar o registo na Central de Créditos ou o desencadeamento de uma ordem de pagamento. A antecipação oferece margem de manobra para renegociar com o banco em melhores condições.

Diálogo

Um contacto transparente com o seu credor permite encontrar soluções personalizadas: reescalonamento, redução temporária das prestações, prolongamento da duração do crédito. Mostrar a sua boa-fé é um trunfo importante para evitar que o processo avance até à saisie immobilière.

Aconselhamento Especializado

Ser acompanhado por profissionais (juristas, conselheiros em crédito, serviços de mediação) permite compreender cada etapa do processo, identificar os prazos legais cruciais e defender melhor os seus direitos, sobretudo num contexto regulatório em constante evolução até 2026.

Dificuldades com o Seu Crédito Hipotecário? Não Espere pela Saisie Immobilière

Quanto mais cedo agir, maiores serão as hipóteses de encontrar uma solução amigável com o credor e de proteger a sua habitação. Analise a sua situação, explore as suas opções e prepare-se para negociar em melhores condições.

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