Atenção, pedir dinheiro emprestado também tem custos.

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Os procedimentos em caso de dificuldade de reembolso de crédito

Dificuldade de Pagamento de Crédito

Dificuldade em pagar o seu crédito? Descubra como agir antes que seja tarde

Se já não consegue honrar as prestações do seu crédito, agir rapidamente é essencial para evitar que a situação se agrave. Existem soluções legais, bancárias e de mediação que podem ajudá-lo a recuperar o controlo das suas finanças sem perder a sua dignidade.

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Seguro em caso de dificuldade de pagamento de crédito

Reaja rápido, proteja o seu orçamento

Um crédito em atraso não significa o fim: com o acompanhamento certo, é possível renegociar, reestruturar e encontrar soluções amigáveis com os credores.

As boas reações a ter desde o início

Assim que começar a ter dificuldades para pagar as prestações do seu crédito, é crucial informar o banco ou a instituição credora sem esperar pelo primeiro atraso. O ideal é explicar a sua situação por escrito, de preferência por carta registada, pedindo uma redução temporária das prestações ou um adiamento parcial dos pagamentos.

As instituições financeiras dispõem de várias alternativas para ajudá-lo a ultrapassar esta fase delicada. Entre as soluções mais frequentes estão:

Dificuldade de Pagamento de Crédito
  • uma recompra de crédito com condições mais vantajosas quando se trata de um único empréstimo;
  • um agrupamento de créditos, reunindo vários empréstimos num só, com uma única prestação mensal;
  • a reestruturação do crédito, prolongando o prazo de reembolso para reduzir o montante das prestações.

Estas soluções podem aumentar o custo total do crédito, mas permitem restabelecer o equilíbrio do orçamento e evitar incidentes de pagamento sucessivos.

Como preparar o seu contacto com o banco?

Antes de contactar o seu banco, reúna todos os elementos que provem a sua situação financeira:

  • extratos bancários recentes;
  • comprovativos de rendimento (salários, subsídios, pensões);
  • lista completa dos créditos em curso e respetivas prestações;
  • despesas fixas mensais (renda, energia, seguros, alimentação, etc.).

Quanto mais precisa for a sua análise orçamental, mais fácil será negociar um plano de pagamento realista e sustentável.

Quando e como contactar o serviço de mediação?

Se o banco não responder no prazo de um mês ou recusar qualquer ajuste, é aconselhável recorrer ao serviço de mediação e, se necessário, à justiça. A mediação é confiada a profissionais credenciados, como oficiais de justiça, advogados, notários, bem como serviços públicos (CPAS) ou privados (ASBL).

Regida pela lei de 12 de junho de 1991, a mediação visa conciliar os interesses do devedor e do credor. Depois de analisar detalhadamente as receitas e despesas do devedor, o mediador propõe um novo plano de pagamento que assegura:

  • o pagamento periódico do crédito de forma realista;
  • a manutenção de um nível de vida digno para o devedor;
  • um quadro claro para todos os credores envolvidos.

O plano de liquidação coletiva de dívidas é chamado amigável quando é aceite por todas as partes. Torna-se um plano judicial quando é imposto pelo juiz, caso não seja possível chegar a um acordo.

O papel do mediador de dívidas

O mediador atua como intermediário neutro entre si e os seus credores. As suas principais missões são:

  • fazer o levantamento completo das suas dívidas e credores;
  • analisar objetivamente a sua capacidade de pagamento;
  • propor um plano de reembolso adaptado às suas possibilidades;
  • negociar com cada credor em seu nome.

Esta abordagem permite pôr termo às chamadas insistentes e aos lembretes múltiplos, enquadrando o reembolso num plano único e concertado.

O que acontece com o crédito hipotecário?

Em caso de incumprimento prolongado, a instituição credora pode ativar as garantias previstas no contrato de crédito. Estas garantias podem assumir diferentes formas: um aval, uma cessão de salário ou outro meio de pagamento destinado a cobrir o montante em dívida.

Se estas medidas se revelarem insuficientes para recuperar as quantias devidas, pode ser iniciada uma execução hipotecária do imóvel dado em garantia. Trata-se de uma etapa pesada, com fortes consequências patrimoniais e familiares.

É por isso que é fundamental procurar soluções amistosas e de mediação antes de chegar a esse ponto. Em muitos casos, um acordo negociado ou uma reestruturação do crédito permitem evitar a venda forçada do imóvel.

Proteger o seu imóvel: agir antes da execução

Para reduzir o risco de perder o seu imóvel em 2026, adote estes reflexos:

  • não ignore cartas ou avisos do banco;
  • responda rapidamente a qualquer notificação de atraso;
  • procure apoio jurídico ou de mediação ao primeiro sinal de dificuldade;
  • analise a possibilidade de refinanciar ou renegociar o crédito.

Um diálogo aberto com a instituição credora é muitas vezes a melhor forma de encontrar soluções antes que a situação se torne irreversível.

Como se proteger de um incumprimento?

Um crédito é um compromisso de longo prazo que impacta diretamente o seu futuro financeiro. Antes de assinar, é essencial fazer uma avaliação rigorosa da sua situação profissional, estabilidade de rendimento e capacidade real de pagamento. A antiguidade no emprego e a solidez financeira do empregador são elementos-chave a considerar.

Sempre que possível, é recomendável evitar a acumulação de vários créditos ao mesmo tempo, principalmente se uma parte significativa do orçamento já estiver comprometida com prestações. Um nível de endividamento demasiado elevado torna qualquer imprevisto (doença, separação, despesas inesperadas) ainda mais difícil de gerir.

Existem também seguros específicos concebidos para o proteger em caso de dificuldade temporária de pagamento, ligada a eventos da vida:

  • o « Verzekering Gewaarborgd Wonen », para a Flandres, destinado a empréstimos com prazo que não exceda 10 anos;
  • o Seguro gratuito contra a perda de renda para a Valónia, que cobre um teto anual de 6.200 € por um máximo de 3 anos.

Estes mecanismos podem fazer a diferença em caso de queda de rendimento, evitando atrasos sucessivos e protegendo o seu património.

Boas práticas para um crédito responsável

  • calcule uma margem de segurança no seu orçamento mensal;
  • simule o impacto de uma possível queda de rendimento;
  • privilegie taxas e condições transparentes, sem custos ocultos;
  • informe-se sobre seguros de proteção ao crédito antes de assinar;
  • revise regularmente a sua situação financeira (pelo menos uma vez por ano).

Um crédito bem pensado e bem protegido é um instrumento útil; um crédito mal dimensionado pode rapidamente tornar-se uma fonte de stress e sobre-endividamento.

Perguntas frequentes sobre dificuldades de pagamento

Ao primeiro atraso ou mesmo antes de ele acontecer, contacte imediatamente o seu banco. Explique claramente a origem das dificuldades (doença, desemprego, separação, etc.) e peça uma solução adaptada: diferimento parcial, redução temporária de prestações ou reestruturação do crédito. Quanto mais proativa for a sua abordagem, mais flexível tende a ser o credor.

Quando um processo de mediação e um plano de pagamento são aceites, os credores comprometem-se, em princípio, a respeitar o novo quadro acordado. Em contexto judicial, o juiz pode organizar e limitar as medidas de cobrança, garantindo ao mesmo tempo o respeito pelos direitos de todas as partes. É importante, contudo, continuar a cumprir rigorosamente o plano validado.

Sim, mas é provável que, durante e após um plano de mediação ou judicial, o acesso ao crédito seja mais restrito. Os credores analisam com atenção o histórico de pagamento e desejam garantir que um novo empréstimo não irá recriar uma situação de sobre-endividamento. Cumprir até ao fim o plano estabelecido é a melhor forma de restaurar a sua credibilidade financeira ao longo do tempo.

Precisa de ajuda para gerir as suas dificuldades de pagamento?

Um acompanhamento profissional pode ajudá-lo a encontrar soluções realistas para as suas dívidas, renegociar os seus créditos e recuperar a serenidade no seu dia a dia. Não espere que os atrasos se acumulem: informe-se agora sobre as alternativas possíveis.

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